Somos jovens mulheres de 50 anos

Fazemos parte de um grupo de mulheres que há alguns anos ninguém imaginaria que pudesse existir. A novíssima geração das mulheres de 50 anos.

Estamos na melhor idade, não aquela pós 60 anos, mas na melhor idade desse momento.

Somos casadas, solteiras, viúvas, divorciadas, ou até coisa nenhuma dessas que nos imponham um rótulo.

Algumas com filhos, outras as melhores tias do mundo.

Mas estamos aqui mostrando que é possível conciliar trabalho, amor e filhos.

Não nos interessa queimar sutiãs e muito menos ser “do lar”, mas se quisermos assim seremos.

Estamos no mercado de trabalho, mas não abrimos mão de cuidar das nossas casas e de nós mesmas.

Acompanhamos nossos filhos e somos fãs de rede social.

Saímos sozinhas ou acompanhadas, mas gostamos mesmo é de nos reunir com as amigas, criamos laços eternos, rimos e choramos juntas.

Cada uma com sua história trás uma contribuição para a vida da outra.

Até que enfim demos conta daquilo que os homens já fazem há muito tempo, ter uma atividade que seja só nossa, não daria certo marcar um “futebolzinho”, então marcamos uma confraria, um grupo de poesias, uma ida ao cinema, um encontro despretensioso só para colocar a conversa em dia.

Esqueçam “rapazes”, raramente falamos de vocês…

Somos guiadas pelos nossos ideais e pela ideia de não esperar o tempo passar para sentirmos arrependimento.

“Ninho vazio” não nos pertence, sabemos que nossos filhos trilharão seus passos assim como fizemos e nos preparamos para isso.

Fazemos cursos, artesanatos, encaramos mestrado e doutorado, estamos vivendo…

Queremos fazer musculação, não só para ter saúde e definir o corpo, mas para termos força e carregar as malas nos aeroportos porque queremos viajar muito.

Casamos aos 50, mas tem que valer a pena.

Fazemos festa para comemorar e reunir os amigos.

Ou estamos bem acompanhadas ou preferimos ficar sozinhas.

Dividimos as despesas, mas não abrimos mão de presentes inesperados até porque adoramos presentear e temos dinheiro para isso.

Flores ainda fazem parte dos nossos sonhos.

Vamos para as festas para dançar e nos divertir, ocupamos a pista de dança sozinhas ou acompanhadas, mas nos recusamos a ficar sentadas porque nosso companheiro não quer dançar.

Damos liberdade e queremos tê-la.

Difícil é nos acompanhar sem dedicação a nós.

Damos o que recebemos e se muitas vezes aceitamos alguns deslizes é porque esperamos que os nossos também sejam aceitos e a forma mais fácil de nos perder é não nos acompanhar no trabalho, nas festas, nas viagens e na nossa própria solidão.

Porque aí temos nossas amigas e aprendemos que rir com elas é o melhor remédio e a nossa melhor terapia.

Ah… e dizer ou escutar eu te amo ainda nos faz acreditar no amor romântico, por isso nunca abriremos mão de um bom companheiro para a vida toda!  É só valer a pena!!!!!

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