Quem é você?

Quem é você?

Para exigir, punir e vigiar?

Quero dizer-lhe, caro amigo, que não está em suas mãos e que você não tem o poder de ter tudo sob sua rédea ou sob seu controle.

Não é só você que quer dar uma boa educação para os filhos.

No mundo tem muito mais pessoas que, como você, amam sua família e querem vê-la feliz e saudável.

Então, não chegue para os professores dizendo:

– Eu não admito!

– Não deixarei que meu filho seja humilhado.

– Meu filho está sendo perseguido.

Não estou me referindo a situações extremas. Refiro-me a coisas simples como dar à escola a tarefa de escolher a turma ou o lugar que seu filho terá na sala de aula; considerar que a nota é resultado da aprendizagem e envolvimento do aluno e não mera vontade do professor; acreditar que a escola, pelo menos as mais sérias e, principalmente, aquela que você escolheu para seu filho, não parte do princípio do erro e sim, quer acertar, quer educar, quer atender você.

Os professores assim como os médicos, não querem matar seus pacientes. Os riscos são inevitáveis, os erros são humanos. Mas, mais do que isso, todos ou a maioria de nós temos o mesmo cuidado com nossa família, com nossos filhos.

Você não é o único a amar. Não é o único preocupado com o futuro. Não é o único que quer acertar.

O que você acha?

Que aquela criança, da mesma idade e tamanho da sua, que em dado momento foi agressiva é pior que seu filho? Que os pais dela são piores que você?

Que alguém em sã consciência escolheria ser professor para maltratar uma criança?

Que foi tramado na calada da noite e na surdina que tais alunos ficariam nessa ou naquela turma para serem punidos por serem bons estudantes?

Por favor, pegue para você e para seu filho o que é de cada um.

Se tem dúvida sobre o relacionamento dele na escola, aproxime-se, converse com os professores e observe.

E vamos combinar, se você concretamente, vir que suas dúvidas são reais, tire imediatamente o seu filho do convívio com essas pessoas. Não adianta, por exemplo, mudá-lo de turma. Se já fizeram sob o seu ponto de vista, um ato de injustiça ou violência como você manterá a confiança?

Mas afaste primeiro os fantasmas da superioridade e do egocentrismo: meu filho, a coisa mais importante para mim.

Depois reconheça que injustiças sempre existirão. Se alguém, seja o professor, seja o colega foi injusto com seu filho, reflita com ele, mostre que a injustiça deve ser combatida e não imitada, que não vale a pena devolver na mesma moeda. O melhor é ver o que poderia ter feito de diferente e o que fará para enfrentar a situação.

Muitas vezes, saímos fortalecidos quando enfrentamos e ensinamos nossos filhos a não se igualar na imoralidade, na falta de ética e nos sentimentos negativos com os quais estamos sujeitos a nos deparar.

Opte por amá-lo, mas saiba reconhecer suas fraquezas, pois todos as temos.

O pai que ama não tem um filho perfeito nem a falsa pretensão de tê-lo, mas estará a seu lado mesmo nos seus maiores tropeços.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s